salario emocionalJá pensou que as pessoas trabalham em troca de uma remuneração, mas que oferecer um salário compatível com as atribuições, muitas vezes não é o suficiente para manter os profissionais motivados e felizes?

 

A ideia do salário emocional é derivada do FIB (Felicidade Interna Bruta), que é um conceito atrelado ao PIB (Produto Interno Bruto) para medir a qualidade de vida da população, mas leva em conta aspectos qualitativos e subjetivos. Esse conceito surgiu no Butão, um país que fica na região do Himalaia e é um indicador de desenvolvimento e progresso que leva em consideração questões como: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida.

 

As empresas começaram a perceber a importância dessas questões para manter os seus profissionais mais engajados e produtivos. Esse “pagamento” pode variar de organização para organização, mas de forma geral incluem questões relacionadas a qualidade de vida no trabalho, reconhecimento e cultura organizacional. O valor percebido a cada uma das inciativas também pode variar de profissional para profissional, assim como do seu momento de vida.

 

As ações relacionadas a essa melhoria da qualidade de vida e satisfação no trabalho podem envolver ou não um investimento financeiro por parte das empresas, mas é importante lembrar que profissionais felizes “vestem a camisa da empresa” e por consequência tendem a produzir mais.

 

Algumas das ações que representam o salário emocional na pratica são:

– Um plano de carreira que demonstre que a empresa quer vê-lo crescer;

– A capacitação interna, que consiste em munir o funcionário de ferramentas e conhecimento para o desenvolvimento constante;

– A flexibilidade de horários e o home office, o que propicia aos profissionais conciliarem o trabalho com a vida pessoal, permitindo-lhes gastar tempo com questões que são importantes fora da empresa;

– Relações individualizadas, pessoas com perfis diferentes precisam de abordagens diferentes;

– Ter um proposito claro do seu trabalho, entender como isso impacta na sua vida, na vida da empresa e na sociedade.

 

Gestores que abraçam essas causas e as implantam, associando-as a uma cultura organizacional centrada nas pessoas, tem trazido o melhor retorno possível para suas empresas e para as pessoas que ali estão, seja retendo ou atraindo talentos. Uma percepção que vai para além do office e chega até a vida particular de cada colaborador, o que tem feito com que os profissionais abram mão de ofertas somente financeiramente mais atrativas para se movimentar ou se manter em posições que também sejam emocionalmente mais atrativas. O salário emocional é, sem dúvida, um fator fundamental a ser avaliado por qualquer tipo de empresa.