Quando iniciamos um processo seletivo, já temos a definição de diversos aspectos que buscamos nos profissionais. Soft skills, hard skills, experiências prévias, motivadores, entre outras características, assim como os profissionais também buscam pontos de interesse na sua busca por uma nova oportunidade. Nesse post, faremos um convite à reflexão sobre como as empresas podem se aproximar dos profissionais de tecnologia, construtivamente.
O Brasil forma anualmente mais de quarenta e cinco mil profissionais em tecnologia, segundo o MEC, só no ensino superior, se incluirmos cursos de extensão ou cursos práticos esse número fica ainda maior. No entanto, esse número de novos profissionais entrando no mercado, ainda não é suficientemente satisfatório para cobrir a oferta de vagas e tão cedo não será, pois, tecnologia é uma ciência mutante, em constante evolução, é uma área que se transforma e cria novos postos de trabalho e demandas o tempo todo. Na medida que formamos mais profissionais, o mercado também cria novas funções, talvez num futuro distante a curva de crescimento de um se encontre com o momento do outro, mas ainda falta muito tempo.
Dito isso, logo entendemos que o mercado é muito competitivo pela busca de profissionais, tem sido comum um bom candidato estar envolvido em mais de cinco processos seletivos simultaneamente, invertendo a ordem natural da busca de oportunidades pela busca de profissionais interessados. Esse processo tem contribuído diretamente para o amadurecimento das áreas de retenção, desenvolvimento e recrutamento de profissionais, bem como tem gerado grande destaque e responsabilidade para elas. E a pergunta que essas áreas mais precisam responder é justamente sobre o que as pessoas desenvolvedoras buscam em uma empresa. A resposta parece simples, mas lembra? Tecnologia é uma ciência mutante, em constante evolução. Quando os recrutadores questionam um candidato sobre o que ele busca, a fim de identificar pontos de sinergia com o que a empresa tem a oferecer e dar “match”, essa resposta pode ser completamente diferente nos meses seguintes, não porque o profissional mudou de ideia ou porque não foi transparente, mas sim porque é uma área em que as novidades são constantes.
É muito comum o profissional se movimentar por uma melhoria financeira, melhoria de cargo, mudança de função, identificação com o projeto, identificação com o mercado de atuação da empresa, conhecer novas tecnologias, ter contato com profissionais que o inspiram, ter mais liberdade de criação, plano de carreira, entre outras possibilidades. Entretanto esses pontos podem variar significativamente dado a senioridade de cada profissional, planejamento de carreira, momento de vida, ideologias, entre outros fatores. Então, como encontrar esse “match”? Não existe uma “receita de bolo”, mas existem diversas boas práticas.
Um ótimo caminho para mudar o panorama de assertividade nesse processo é ouvir seu time. Busque ativamente entender como o DNA de cada squad vem se desenvolvendo, em todos os aspectos, sejam técnicos, sejam motivacionais, etc.
Outro caminho interessante, é estar conectado com os ambientes em que os perfis que possam se conectar com a empresa estão. Por exemplo, participe de fóruns, grupos, eventos, debates, entenda o que os desenvolvedores focados nas tecnologias que sua estrutura utiliza estão discutindo, quais são suas dúvidas, quais são seus insights, qual tipo de ambiente e soluções estão atuando, entre outros pontos importantes, mas fundamentalmente, estude e ganha mais profundidade sobre os assuntos que norteiam os profissionais. Cruzar esse tipo de conhecimento com o panorama interno, faz com que o recrutador tenha propriedade para expor aos potenciais candidatos a realidade interna frente aos principais tópicos debatidos pela comunidade, assim, além e gerar conhecimento para trocas com seu time, traz credibilidade e identificação com os profissionais do mercado. Contribua ativamente nas comunidades, é fundamental estar aberto a colaborar como puder. Se relacione, de fato. Toda relação é uma troca, se apresente de maneira construtiva, esteja mais do que presente como ouvinte, participe, esteja interessado em realmente colaborar, afinal, são comunidades.
Do ponto de vista dos profissionais, conheçam a empresa. Entendam, por exemplo, como as squads estão constituídas, qual seria o seu papel no time, quem são os profissionais do time, pontos de projeção, os desafios da empresa, propósito, o que esperam de você, etc. É importante entender um conjunto de fatores, além dos tradicionais acordos, para que o dia a dia seja conforme o esperado. Para o futuro, busque pontos de identificação que sejam interessantes não somente no curto prazo, é fundamental se identificar com as pessoas e suas entregas previamente acordadas, mas também com o que busca como realização futura.
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